Absurdos, absurdos...
Há tantas coisas que não queremos ver,
Há tantos monstros escondidos nos armários,
Há tantas lágrimas sendo derramadas.
Hó céus! O que á nesse mundo?
Por que tanta fome?
Por que tanta desigualdade?
Para que tanto sofrimento?
Preconceito?
Quando tudo isso irá acabar?
Enquanto os pequenos choram,
Os grandes riem.
Enquanto os pequenos sorriem,
Os grandes roubam seus sorrisos.
Mas pra que? Pra que usurpar a alegria?
Por que tanta combiça?
Onde está o dourado das almas?
O rosa nos olhos? O soar da ventania?
Por que mais valor não tem a vida?
Por que tanto prazer quando uma alma se apaga?
Somos todos iguais, não somos?
Por que a tristeza alheia alegra tanto então?
Deixemos as pombas baterem suas asas,
Deixemos os braços se entrelaçarem,
Deixemos os olhos brilharem
Deixemos que os sorrisos surjam e nunca nos abandonem!
Fiquemos juntos, cantemos juntos
Busquemos a paz
Busquemos o amor.
Chega de traição,
Chega de desconfiança
Malditos sejam os corruptos,
Viva aos redimidos!
Por favor, que não percamos as esperanças
Deixem que fiquem
Que abramos nossos olhos
Que os bons protejam os bons
Que os maus caiam
Ou se juntem a nós,
Pois unidos venceremos!
Abram os olhos, juntem-se e se protejam contra aqueles solitários que se dizem poderosos.